Jesus é o Senhor do sábado • Mateus 12:1–8 | Marcos 2:23–28 | Lucas 6:1–5
Os três Evangelhos registram o confronto entre Jesus e os fariseus depois que Seus discípulos colhem espigas para comer no sábado. Diante da acusação de que eles estavam fazendo algo ilícito, Jesus responde mostrando o verdadeiro propósito do sábado e declara Sua autoridade sobre ele.
A passagem pode ser dividida em duas partes:
- Os discípulos colhem espigas no sábado e são acusados pelos fariseus de transgredir a lei (Mt 12:1–2; Mc 2:23–24; Lc 6:1–2).
- Jesus responde à acusação e declara que o Filho do Homem é Senhor do sábado (Mt 12:3–8; Mc 2:25–28; Lc 6:3–5).
Deus nos ensina que a verdadeira obediência à Sua vontade está inseparavelmente ligada ao reconhecimento da autoridade de Jesus Cristo.
É possível conhecer mandamentos, cultivar práticas religiosas e ainda perder de vista Aquele a quem toda verdadeira obediência deve estar submetida.
A declaração de Jesus de que Ele é Senhor do sábado coloca Cristo no centro da questão. Nossa relação com Deus não pode ser reduzida ao cumprimento exterior de regras, como se a fidelidade consistisse apenas em observar corretamente determinadas práticas.
A obediência que Deus deseja nasce de um coração que se curva diante da autoridade de Cristo e procura compreender Sua vontade com fidelidade.
Isso também nos protege de transformar nossas próprias interpretações, costumes ou exigências em medidas absolutas de espiritualidade. Quando nossas regras ocupam o lugar daquilo que Deus realmente disse, podemos preservar uma aparência de zelo enquanto nos afastamos do coração da Sua vontade.
Por isso, Deus deseja formar em nós uma obediência humilde: firme naquilo que Ele ordena, mas cuidadosa para não acrescentar à Sua Palavra aquilo que Ele não colocou nela.
Esta passagem nos chama a examinar se nossa maneira de obedecer ao Senhor realmente nasce de submissão a Cristo.
Podemos facilmente transformar hábitos, costumes e convicções pessoais em medidas para avaliar nossa própria fidelidade e a vida de outras pessoas. Quando isso acontece, corremos o risco de dar às nossas regras a mesma autoridade que pertence à Palavra de Deus.
Precisamos aprender a distinguir aquilo que Deus realmente ordenou daquilo que nós acrescentamos.
Ao mesmo tempo, reconhecer Jesus como Senhor significa permitir que seja Ele quem governe nossa compreensão da obediência. Não buscamos apenas cumprir externamente determinadas práticas; desejamos conhecer Sua vontade e viver debaixo da Sua autoridade com um coração que também reflita Sua misericórdia.
Há liberdade e segurança em saber que nossa vida está debaixo da autoridade de Cristo. Ele não nos conduz por meio de exigências humanas, mas segundo a perfeita vontade de Deus.
Quando reconhecemos Jesus como Senhor, aprendemos que verdadeira obediência e misericórdia não são caminhos opostos. Ambas encontram seu lugar perfeito nEle.
Ao meditar nesta passagem, reflita:
- Tenho permitido que a Palavra de Deus determine aquilo que considero verdadeira obediência?
- Existem convicções pessoais que tenho tratado como se fossem mandamentos do Senhor?
- Tenho sido mais rápido para avaliar a fidelidade dos outros do que para examinar meu próprio coração diante de Cristo?
- Minha vida demonstra que reconheço Jesus como Senhor também nas minhas escolhas diárias?
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